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23/06/2006 03:35
Vem dos restos deste cinzeiro
O rastro de olhares
Que miram bem longe
Não acertam na certa
O que realmente deveria
Apagar
É do fedor que ele exala
As deixas certeiras
As juras mais certas
Ou escusas tão tolas
Quem nem meu maço cheio
Apagaria
Serão as misturas de letras
Os tratamentos
A fé
E tais advertências
Que não me deixam crer
Nas cinzas
Tampouco nas bitucas
Vai ver é desse cigarro apoiado
O fedor pretensioso
E os restos banais
daquilo que paira
no que chamamos vida
ou do amor que apagamos
enquanto tudo batia.
REBECCA NAVARRO FRASSETTO
enviada por EBarrox
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